Taiwan denuncia presença de mais de 100 navios militares chineses no Pacífico ocidental
A China mantém mais de cem navios da Marinha e da Guarda Costeira destacados no Pacífico ocidental, afirmou um alto responsável de segurança de Taiwan, numa altura de intensificação da atividade aérea militar chinesa junto à ilha.
O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, publicou na terça-feira, na rede social X, um mapa com as posições de cerca de uma centena de embarcações chinesas, concentradas sobretudo nas águas a leste da ilha e no mar do Sul da China.
O destacamento inclui formações de três dos cinco comandos regionais do Exército de Libertação Popular (ELP, as Forças Armadas chinesas), que operam no mar das Filipinas juntamente com o grupo de combate liderado pelo porta-aviões Liaoning, o mais antigo dos três de que Pequim dispõe.
A Marinha chinesa anunciou, em 14 de outubro, o envio do Liaoning para o Pacífico ocidental, visando realizar exercícios militares numa nova missão de treino que, segundo Pequim, pretende melhorar a preparação das unidades "em condições reais de combate" e não se dirige contra "qualquer país ou alvo específico".
"A República Popular da China é uma verdadeira valentona (...). Taiwan mantém-se vigilante. Não provocaremos, mas também não cederemos a qualquer pressão", escreveu Wu.
Esta mobilização coincide com uma intensificação dos voos militares chineses em redor de Taiwan, que tinham diminuído em 2026 face aos anos anteriores.
O ministério da Defesa Nacional de Taiwan anunciou, na terça-feira, ter detetado 49 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha nas 24 horas anteriores, o número diário mais elevado registado em 2026.
Desde o início de novembro, as autoridades taiwanesas já contabilizaram 122 aeronaves militares chinesas, mais de metade do total registado durante todo o mês de outubro.
Pequim considera Taiwan uma "parte inalienável" do território chinês e não exclui o recurso à força para assumir o seu controlo, uma posição rejeitada pelo Governo taiwanês, que defende que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha têm o direito de decidir o seu futuro político.